(Na minoria das vezes as pessoas enxergam aquilo que eu quero que elas vejam-ou aquilo que elas deveriam ver-, e qdo isso acontece, pra mim é como o ar fresco que vc inspira bem depois de muito tempo prendendo a respiração.)
Bobagens...
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Desembro de 2005
Quando você carrega algo pesado...
Quando você precisa carregar isto...
É exaustivo e em muitos momentos parece que suas forças vão acabar de repente e que você vai desistir de ter que carregar tudo aquilo...
Mas o peso da responsabilidade e da ânsia pelo dever cumprido é bem maior...
Você sente que sua carga em certos instantes tende a querer escapar do seu ombro, como se tudo conspirasse para que todos os seus esforços caiam por terra... e por mais farto que você esteja de levar esse peso e ainda ter que reajustá-lo exaustivamente em seus ombros, a necessidade de carregar supera tudo.
A sensação de se livrar daquilo antes da hora certa te incomoda muito, chega a ser doloroso.
Mas chegada a hora de soltar, de se livrar do que te trouxe tamanha exaustão, você de uma maneira revoltante percebe que havia se acostumado àquela dor.
E descarregando o peso sobre o solo aos poucos, começa a sentir os músculos tremendo... seguido de uma fraqueza até pouco tempo desconhecida...
E você sente um alívio...
Bom, esse alívio é a melhor parte.
*Texto velho e cansativo, na minha opinião.
;P
Quando você precisa carregar isto...
É exaustivo e em muitos momentos parece que suas forças vão acabar de repente e que você vai desistir de ter que carregar tudo aquilo...
Mas o peso da responsabilidade e da ânsia pelo dever cumprido é bem maior...
Você sente que sua carga em certos instantes tende a querer escapar do seu ombro, como se tudo conspirasse para que todos os seus esforços caiam por terra... e por mais farto que você esteja de levar esse peso e ainda ter que reajustá-lo exaustivamente em seus ombros, a necessidade de carregar supera tudo.
A sensação de se livrar daquilo antes da hora certa te incomoda muito, chega a ser doloroso.
Mas chegada a hora de soltar, de se livrar do que te trouxe tamanha exaustão, você de uma maneira revoltante percebe que havia se acostumado àquela dor.
E descarregando o peso sobre o solo aos poucos, começa a sentir os músculos tremendo... seguido de uma fraqueza até pouco tempo desconhecida...
E você sente um alívio...
Bom, esse alívio é a melhor parte.
*Texto velho e cansativo, na minha opinião.
;P
.Fotolog:
[ www.fotolog.com/in_wonderland ]
.Uma série boa?
[ http://www.fotolog.com/in_wonderland/8945780 ]
[ www.fotolog.com/in_wonderland ]
.Uma série boa?
[ http://www.fotolog.com/in_wonderland/8945780 ]
Menina - Parte 2 [escrito em 19/05/05]
De onde ela estava, observava aquilo que na verdade precisava ver...
Estava cansada e com um receio inexpugnável que nasceu dentro dela.
Sentia-se ameaçada pelas coisas mais simples e completas dos seus dias...
Quando saía, temia que seus passos a levassem para um lugar estranho, lugar onde seus gritos por socorro não seriam ouvidos e sua fé seria insignificante.
O problema dela não era de sair e conhecer um lugar novo.
Seus desespero não ultrapassava os limites do vagão.
Vagões íntimos de sua rotina como nenhum outro haveria de ser...
Porque durante todo seu percurso ela buscava respostas.
Ninguém além dela, ninguém além deles.
Suas dúvidas nunca eram concretas o suficiente para que pudessem alcançar uma resposta.
A fragância da sua vida não era mais um daqueles perfuminhos do O Boticário, o cheiro de freio queimado atingia-lhe as narinas de forma repugnante.
Aquela atmosfera que se constituía na ida a na volta e que se dissolvia facilmente, era abominável.
Os minutos de reflexão, de auto-conhecimento a feriam, agora...
Desejava com todas as suas forças que seu medo fosse exterminado, que o guarda florestal atirasse nele com a bala paralisadora e o abrisse ao meio, retirando de seu estômago fétido todos os seu sonhos, engolidos outrora, quando desacreditava neles.
Mas não sabia como acabar com ele, já que o abrigava, dava de comer, beber e uma cama quentinha...
Já não se sentia confortável no vagão.
Não adiantaria as portas abrirem, a coragem não fazia mais parte do seu ser.
A coragem de fazê-la ir atrás de algo melhor, qdo isso não era 100% garantido, havia comprado uma passagem só de ida pra algum lugar distante demais para que pudesse ser trazida de volta.
O vão entre o trem que oscilava e a plataforma fixa ainda existia.
O seu medo também.
Mesmo que lhe oferecessem a mão lá fora, ela ainda veria o vão.
Sua insegurança era absurda.
Dessa vez ela não estendeu a sua.
Olhou o vão novamente.
O alguém lá fora deu um passo a frente:
“Venha!”
Mas o vão ainda estava ali.
Ela ainda estava ali.
Deu um passo pra trás:
“Mas eu tenho medo.”
Quem estava disposto a ajudá-la percebeu que realmente o vão era grande.
Abaixou a mão.
Olhou para para o trem.
Olhou para ela, que olhava para baixo, mais afastada ainda.
Ele estava mto próximo do vão.
Sentiu medo também.
Alguns passos para trás.
E a distância entre eles era ainda maior.
Ela e a plataforma.
Ele e ela.
As mãos que não se encontraram.
Os medos que criaram distância.
A distância que criou mais distância.
E as portas se fecharam....
Estava cansada e com um receio inexpugnável que nasceu dentro dela.
Sentia-se ameaçada pelas coisas mais simples e completas dos seus dias...
Quando saía, temia que seus passos a levassem para um lugar estranho, lugar onde seus gritos por socorro não seriam ouvidos e sua fé seria insignificante.
O problema dela não era de sair e conhecer um lugar novo.
Seus desespero não ultrapassava os limites do vagão.
Vagões íntimos de sua rotina como nenhum outro haveria de ser...
Porque durante todo seu percurso ela buscava respostas.
Ninguém além dela, ninguém além deles.
Suas dúvidas nunca eram concretas o suficiente para que pudessem alcançar uma resposta.
A fragância da sua vida não era mais um daqueles perfuminhos do O Boticário, o cheiro de freio queimado atingia-lhe as narinas de forma repugnante.
Aquela atmosfera que se constituía na ida a na volta e que se dissolvia facilmente, era abominável.
Os minutos de reflexão, de auto-conhecimento a feriam, agora...
Desejava com todas as suas forças que seu medo fosse exterminado, que o guarda florestal atirasse nele com a bala paralisadora e o abrisse ao meio, retirando de seu estômago fétido todos os seu sonhos, engolidos outrora, quando desacreditava neles.
Mas não sabia como acabar com ele, já que o abrigava, dava de comer, beber e uma cama quentinha...
Já não se sentia confortável no vagão.
Não adiantaria as portas abrirem, a coragem não fazia mais parte do seu ser.
A coragem de fazê-la ir atrás de algo melhor, qdo isso não era 100% garantido, havia comprado uma passagem só de ida pra algum lugar distante demais para que pudesse ser trazida de volta.
O vão entre o trem que oscilava e a plataforma fixa ainda existia.
O seu medo também.
Mesmo que lhe oferecessem a mão lá fora, ela ainda veria o vão.
Sua insegurança era absurda.
Dessa vez ela não estendeu a sua.
Olhou o vão novamente.
O alguém lá fora deu um passo a frente:
“Venha!”
Mas o vão ainda estava ali.
Ela ainda estava ali.
Deu um passo pra trás:
“Mas eu tenho medo.”
Quem estava disposto a ajudá-la percebeu que realmente o vão era grande.
Abaixou a mão.
Olhou para para o trem.
Olhou para ela, que olhava para baixo, mais afastada ainda.
Ele estava mto próximo do vão.
Sentiu medo também.
Alguns passos para trás.
E a distância entre eles era ainda maior.
Ela e a plataforma.
Ele e ela.
As mãos que não se encontraram.
Os medos que criaram distância.
A distância que criou mais distância.
E as portas se fecharam....
Previsões Invisíveis
04/05/05
8:25h
Em aula.
Professor explicando a matéria.
Sistema Linfático, corrigindo exercícios.
A “tia” da cantina acabou de interromper a aula, veio saber quem iria encomendar os lanches.
Acabou de sair.
De volta a Biologia, professor fez uma pergunta pra classe...
Eu pensando onde vou estar daqui exatamente um ano.
Aqui, ninguém estará, não nessa sala, não com essa turma.
Não sei. Tô preocupada.
Pode ser que daqui um ano eu não esteja mais no Brasil.
Ou não esteja em lugar algum.
Ou esteja em algum lugar que ainda não sei.
Professou acabou de falar que a próxima aula é sobre vegetais.
Falou sobre o simulado também.
Mudanças.
Elas sempre chegam de repente.
Mas essa foi a que mais me surpeendeu e a que parece estar mais distante. [ ? ]
Dúvidas.
Não na matéria.
Na vida.
A aula de Biologia acabou.
Geografia agora.
Essa matéria que tanto me identifico... talvez por esse motivo ela não me agrade.
Quando a vida nos faz sentir que o futuro depende dos nossos passos, que ele está nos nossos pés, é como se os cadarços estivessem amarrados um no outro.
Corrigindo exercícios da aula passada.
A professora parou para atender uma aluninha de outra série que apareceu na porta.
Retomamos a correção.
“5- B[bola]”
Será que eu terei onde me apoiar caso eu tropece?
Preciso cuidar dos sapatos.
Estudos...
Ah! Eles mudam e estão mudando essa cabecinha.
Apostila: PAÍS POBRE, PAÍS RICO.
O que eu faço?
8:50h
8:25h
Em aula.
Professor explicando a matéria.
Sistema Linfático, corrigindo exercícios.
A “tia” da cantina acabou de interromper a aula, veio saber quem iria encomendar os lanches.
Acabou de sair.
De volta a Biologia, professor fez uma pergunta pra classe...
Eu pensando onde vou estar daqui exatamente um ano.
Aqui, ninguém estará, não nessa sala, não com essa turma.
Não sei. Tô preocupada.
Pode ser que daqui um ano eu não esteja mais no Brasil.
Ou não esteja em lugar algum.
Ou esteja em algum lugar que ainda não sei.
Professou acabou de falar que a próxima aula é sobre vegetais.
Falou sobre o simulado também.
Mudanças.
Elas sempre chegam de repente.
Mas essa foi a que mais me surpeendeu e a que parece estar mais distante. [ ? ]
Dúvidas.
Não na matéria.
Na vida.
A aula de Biologia acabou.
Geografia agora.
Essa matéria que tanto me identifico... talvez por esse motivo ela não me agrade.
Quando a vida nos faz sentir que o futuro depende dos nossos passos, que ele está nos nossos pés, é como se os cadarços estivessem amarrados um no outro.
Corrigindo exercícios da aula passada.
A professora parou para atender uma aluninha de outra série que apareceu na porta.
Retomamos a correção.
“5- B[bola]”
Será que eu terei onde me apoiar caso eu tropece?
Preciso cuidar dos sapatos.
Estudos...
Ah! Eles mudam e estão mudando essa cabecinha.
Apostila: PAÍS POBRE, PAÍS RICO.
O que eu faço?
8:50h
Menina - Parte 1 [escrito em 10/04/05]
Era fim de tarde.
A menina a frente da porta do trem...
Tomava aquele que havia se aproximado mais da plataforma.
Depois de um dia de liçoes e tormentos.
Cansada.
Nada havia em sua mente a não ser a imagem de todas aquelas pessoas que passaram por sua vida.
Pessoas diferentes.
Engraçadas, sérias, feias, bonitas, pobres, ricas e de todas as formas e tamanhos.
Pessoas.
Diferentes, mas muito iguais praquela menininha.
Tiveram a mesma essência, o mesmo objetivo e o mesmo gosto.
Todas.
Que serviam de meios pra que ela fosse se conhecendo...
Aprendendo mais consigo mesma.
E percebendo que todas elas vinham e iam.
Entravam na sua vida, a ensinavam uma nova canção e depois iam atrás de novos cantores...
A menina lembrava de todas aquelas músicas, enquanto as confundia com o barulho do trem.
Olhava praqueles rostos estranhos... e imaginava quais daqueles, um dia, faria parte de sua vida realmente.
Pensava na sua vida...
E por muitas vezes tentava descobrir o sentido disso...
Viver...Sinônimo de respirar?
Tentou respirar fundo, mas o ar não era agradável...
Sorriu, por não entender mais uma vez.
Várias estações até chegar a sua.
As portas do trem se abriram.
Ela encarou o vão que a separava da plataforma...
Olhou a plataforma.
Se viu dentro do trem.
Nenhum passo.
Algumas pessoas pularam na sua frente, outras deram a mão aquelas que se encontravam firmes na plataforma.
Uma metáfora.
Colocada em prática.
Estranhos estenderam suas mãos.
A menina não se movia.
Mãos que teriam força para puxá-la se não conseguisse alcançar a plataforma?
Como saberia?
Precisa voltar para casa, tinha tarefas a cumprir.
A vida continuava fora do trem.
O trem não se moveu.
Até que as portas se fecharam.
A menina no trem esperava a próxima estação...
Novamente as portas de abriram.
Ela encarou o vão novamente.
Esse era menor.
O perigo havia passado.
Sentiu-se segura na plataforma de cimento velho e sujo.
Tomou o trem de sentido contrário.Na sua estação pode pular o vão que não era largo qto o primeiro, nem tão estreito como o segundo.
Mas a distância permitia um passo curto e ligeiro...
Os passos da menina.
A menina a frente da porta do trem...
Tomava aquele que havia se aproximado mais da plataforma.
Depois de um dia de liçoes e tormentos.
Cansada.
Nada havia em sua mente a não ser a imagem de todas aquelas pessoas que passaram por sua vida.
Pessoas diferentes.
Engraçadas, sérias, feias, bonitas, pobres, ricas e de todas as formas e tamanhos.
Pessoas.
Diferentes, mas muito iguais praquela menininha.
Tiveram a mesma essência, o mesmo objetivo e o mesmo gosto.
Todas.
Que serviam de meios pra que ela fosse se conhecendo...
Aprendendo mais consigo mesma.
E percebendo que todas elas vinham e iam.
Entravam na sua vida, a ensinavam uma nova canção e depois iam atrás de novos cantores...
A menina lembrava de todas aquelas músicas, enquanto as confundia com o barulho do trem.
Olhava praqueles rostos estranhos... e imaginava quais daqueles, um dia, faria parte de sua vida realmente.
Pensava na sua vida...
E por muitas vezes tentava descobrir o sentido disso...
Viver...Sinônimo de respirar?
Tentou respirar fundo, mas o ar não era agradável...
Sorriu, por não entender mais uma vez.
Várias estações até chegar a sua.
As portas do trem se abriram.
Ela encarou o vão que a separava da plataforma...
Olhou a plataforma.
Se viu dentro do trem.
Nenhum passo.
Algumas pessoas pularam na sua frente, outras deram a mão aquelas que se encontravam firmes na plataforma.
Uma metáfora.
Colocada em prática.
Estranhos estenderam suas mãos.
A menina não se movia.
Mãos que teriam força para puxá-la se não conseguisse alcançar a plataforma?
Como saberia?
Precisa voltar para casa, tinha tarefas a cumprir.
A vida continuava fora do trem.
O trem não se moveu.
Até que as portas se fecharam.
A menina no trem esperava a próxima estação...
Novamente as portas de abriram.
Ela encarou o vão novamente.
Esse era menor.
O perigo havia passado.
Sentiu-se segura na plataforma de cimento velho e sujo.
Tomou o trem de sentido contrário.Na sua estação pode pular o vão que não era largo qto o primeiro, nem tão estreito como o segundo.
Mas a distância permitia um passo curto e ligeiro...
Os passos da menina.
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